VÍDEO: pai de adolescente morto há 20 dias após agressão no DF diz viver 'pesadelo'

  • 28/02/2026
(Foto: Reprodução)
Pai de Rodrigo Castanheira fala sobre a ausência do filho, morto após ser agredido por ex-piloto "Parece um pesadelo horrível que não acaba. A gente não consegue entender as coisas. É uma falta, é uma ausência do do Rodrigo...É desesperador". O desabafo é de Ricardo Almeida Castanheira, pai de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, e foi dito exatamente 20 dias após a morte do jovem agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso em Vicente Pires, no Distrito Federal. Em entrevista ao g1 e à TV Globo, Ricardo e Isabella Torninn Fleury Castanheira, irmã do adolescente, falaram sobre o caso. "Qualquer coisa lembra ele. Na rua, dentro de casa. A bicicleta dele está com o pneu murcho que ele não encheu. O cobertor dele está lá", disse Ricardo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O pai contou que recebeu uma ligação do filho logo após a agressão. "Ele me ligou depois que foi agredido e falou assim: 'Pai, eu tô indo para casa com o pai do Arthur porque me bateram e eu tô muito machucado'. Foi a última coisa que ele falou falou para mim. Aí ele chegou em casa todo arrebentado, já. Saindo sangue pelo nariz, vomitando", relembrou Ricardo. Pouco depois, segundo a família, o adolescente começou a passar mal e foi levado ao hospital. Ele não voltou a falar. Luto interrompido 'A gente precisa que seja feita a justiça pra poder viver o luto', diz irmã de Rodrigo Isabella Castanheira contou que a família passou noites em claro acompanhando os monitores da UTI e rezando por uma reação. Rodrigo morreu após mais de duas semanas de internação. Para a irmã, de 22 anos, a família ainda não conseguiu viver o luto. "A gente precisa que seja feita a justiça pra gente poder viver o nosso luto. Para mim, o meu irmão faleceu no dia 23 mesmo. [...] Então tem mais de um mês que a gente não pode passar pelo luto, a gente abre no Instagram, a gente vê as as injustiças, a gente não não tem como ter paz", contou a jovem. "Saí daquele pronto-socorro carregada. Só fui acordar perto das 20h. A primeira coisa que fiz foi pegar o celular. Quando abri, a primeira notícia era: ‘Pedro Turra paga fiança de 20 e poucos mil e está solto’. Aquilo acabou comigo, acabou comigo", completou. Estudante de medicina veterinária, Isabella disse que não conseguiu voltar aos estudos e ao trabalho após a morte do irmão. O pai e a mãe de Rodrigo também não voltaram a trabalhar. "Os meus pais perderam um filho, eu perdi a pessoa que eu pensei que ia passar o resto da vida comigo. Esse ano vou me formar e meu irmão não vai estar lá. Vou me casar e ele não vai estar lá", desabafou. Irmã de Rodrigo Castanheira conta que ouviu deboche na delegacia após prisão de ex-piloto Isabella contou ainda que ouviu risos e comentários de deboche por parte de pessoas ligadas a Pedro Turra, dentro da delegacia, no dia em que registrou a ocorrência (veja o vídeo acima). Naquele momento, Rodrigo já estava internado em estado grave após passar por cirurgia. Segundo a irmã, os comentários que a deixaram a “completamente desolada”. Ela afirma que um homem que depois identificou como advogado, e que estaria acompanhado de outras pessoas ligadas aos envolvidos, fazia insinuações sobre o estado do irmão. “Falavam que ele era muito drogado, que estava muito bêbado, ‘esse bêbado, canivete’, não sei o quê”, relatou. Em meio aos risos, segundo ela, também questionavam a ausência da vítima no local. “Por que a vítima não está aqui? Por que não veio prestar depoimento? Por que teve que chamar tanta gente no lugar dela?”. Uma prima, de acordo com ela, também presenciou a cena e teria escutado a frase: “Não se preocupa não, a gente está no Brasil, não vai dar nada não”. O g1 procurou a defesa de Pedro Turra para comentar as declarações e aguarda posicionamento. Responsabilização O adolescente Rodrigo Castanheira morreu 16 dias após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Bassos após uma briga por chiclete Reprodução/TV Globo Pedro Turra, de 19 anos, é réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Ele cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciária da Papuda desde 2 de fevereiro. A família também pede que os demais presentes no dia das agressões também sejam responsabilizados pelo caso. Outras cinco pessoas acompanhavam o ex-piloto, segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Distrito Federal. Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por causa de chiclete. Pedro Turra agrediu Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em 23 de janeiro em Vicente Pires, no Distrito Federal. O adolescente morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo. Com a morte de Rodrigo, o MP reclassificou o crime cometido por Pedro Turra, inicialmente investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio. Além da condenação criminal, o MP pediu que Pedro Turra seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. A defesa do ex-piloto Pedro Turra disse que não vai se manifestar sobre a denúncia. Já a defesa da família do adolescente Rodrigo Castanheira alega que o soco dado por Pedro Turra foi a causa da morte. Ao g1, a Polícia Civil disse que foi solicitado à defesa da família de Rodrigo que seja feito um pedido formal para que o médico do Instituto Médico Legal (IML) analise se as lesões são compatíveis ou não ao apresentado pelo laudo médico. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/02/28/video-pai-de-adolescente-morto-ha-20-dias-apos-agressao-no-df-diz-viver-pesadelo.ghtml


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