Vice-prefeito de Capim Branco é alvo de operação contra esquema milionário de fraudes fiscais da PF

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia e Receita Federal fazem mega operação contra esquemas milionários de fraude fiscal O vice-prefeito de Capim Branco, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Romar Gonçalves Ribeiro (PSD), é investigado na operação Consulesa, que mira uma organização criminosa especializada no uso de créditos fiscais fraudulentos para o pagamento de débitos tributários federais. O endereço dele foi alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (7). A operação investiga escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada que captavam empresários e prefeituras com dívidas junto à Receita Federal para oferecer serviços ilegais de redução dos débitos. Eles usavam, por exemplo, títulos da dívida externa prescritos e documentos de terras inexistentes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Segundo as investigações, Romar Gonçalves Ribeiro é suspeito de ser beneficiário de parte dos valores obtidos com compensações fraudulentas envolvendo prefeituras, além de colaborar com interesses do grupo no âmbito municipal. De acordo com a decisão judicial que concedeu os mandados, uma troca de mensagens entre o chefe da organização criminosa (sócio-administrador de uma consultoria investigada) e a secretária dele autoriza o pagamento de "comissão" a uma pessoa chamada Romar. Além disso, foram encontrados comprovantes de transferências bancárias, no valor aproximado de R$ 25 mil, de uma companhia suspeita de envolvimento nas fraudes para uma empresa que tem o vice-prefeito como sócio majoritário. Em nota, a Prefeitura de Capim Branco afirmou que "não foi oficialmente notificada acerca de qualquer investigação relacionada ao assunto " e que "irá aguardar eventuais desdobramentos e manifestações oficiais dos órgãos competentes". O g1 pediu à prefeitura um posicionamento de Romar Gonçalves Ribeiro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Quem é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, preso e apontado como operador financeiro Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê por risco de contaminação; empresa fala em 'decisão arbitrária' Município de Capim Branco (MG) Reprodução/ Facebook da Prefeitura de Capim Branco Investigação aponta prejuízos de R$ 770 milhões A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta quinta-feira, duas operações — Consulesa e Títulos Podres — com o objetivo de desarticular organizações criminosas especializadas no uso de créditos fiscais fraudulentos. Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em cerca de R$ 770 milhões. Segundo as investigações, os criminosos captavam empresários e prefeituras com dívidas fiscais junto à Receita Federal e ofereciam serviços de redução dos débitos. "Porém, os artifícios que eles utilizavam eram ilegais, porque eles ofereciam títulos inexistentes para reduzir os valores que empresas e prefeituras deviam, documentos falsos também, eles enviavam declarações com informações falsas para a Receita Federal", explicou a superintendente adjunta da Receita Federal em MG, Viviane Lopes Franciscani. Inicialmente, eles conseguiram obter certidões negativas de débito para as empresas e prefeituras. Mas, depois de a fraude ter sido descoberta pela Receita, os impostos voltaram a ser cobrados dos devedores, acrescidos de multas e juros. "Então, acabava que o empresário tinha o prejuízo do valor que ele devia, do valor que ele pagava à consultoria, que era, em média, 30% do valor da dívida que a empresa tinha, mais multa e juros quando a Receita chegava a atuar", explicou Viviane. Ao todo, foram cumpridos 69 mandados de busca e apreensão e dez de prisão nas duas operações, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Espírito Santo. Foram apreendidos celulares, veículos, joias e equipamentos de informática, além de R$ 140 mil em espécie. "A Polícia Federal vai se empenhar, juntamente com a Receita Federal, para fazer a análise desse material e avaliar a possibilidade de outras fases da operação ou de conclusão e endereçamento ao Ministério Público e ao Judiciário", explicou o delegado Alisson Sabarense da Costa, da PF. Investigação da PF e da Receita Federal mira fraudes em créditos fiscais que causaram prejuízo de R$ 770 milhões aos cofres públicos Vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/07/vice-prefeito-de-capim-branco-e-alvo-de-operacao-contra-esquema-de-fraudes-fiscais-da-pf.ghtml


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