Sem dar expediente há 4 meses, vice-prefeito investigado por corrupção perde cargo em MG

  • 16/01/2026
(Foto: Reprodução)
PF pede prisão de vice-prefeito de Itaúna por corrupção na mineração A Câmara de Itaúna anunciou, na tarde desta sexta-feira (16), a extinção e a vacância do cargo de vice-prefeito Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL). Na prática, a decisão declara o posto como vago, já que o político deixou o país por mais de 15 dias sem autorização do Legislativo e está sem dar expediente desde setembro de 2025. Hidelbrando é investigado pela Polícia Federal (PF) na operação Rejeito, que apura um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Ele deixou o país dois dias antes da operação ser deflagrada. Segundo a Câmara, a medida foi tomada após o recebimento de uma certidão da PF que confirma que o vice-prefeito saiu do Brasil e permaneceu fora por mais de 15 dias, prazo máximo permitido sem aval dos vereadores. A regra está prevista na Lei Orgânica do Município. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Hildebrando até a última atualização da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG Reprodução/Instagram Entenda o caso Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL) deixou de comparecer à Prefeitura de Itaúna em 15 de setembro de 2025. Dois dias depois, em 17 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que investiga um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. O vice-prefeito é citado nas apurações e deixou o país antes da operação ser realizada. Diante da ausência prolongada e sem comunicação oficial sobre previsão de retorno, a Prefeitura de Itaúna suspendeu o pagamento do salário do vice-prefeito a partir de 1º de outubro. O município informou que a viagem não tinha caráter oficial e que a falta inviabilizava o exercício do cargo. Em outubro, representantes do PSOL e do PT protocolaram na Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato, alegando abandono de função e prejuízo à imagem da administração pública. A denúncia também destacou o silêncio do vice-prefeito diante das investigações da Polícia Federal. No dia 21 daquele mês, a Câmara aprovou a criação de uma Comissão Processante, responsável por apurar a ausência não justificada desde setembro. A comissão passou a solicitar informações oficiais sobre a situação migratória de Hidelbrando. Em dezembro, após o início do processo administrativo, a Justiça determinou a suspensão da cassação. A decisão atendeu a um mandado de segurança apresentado pela defesa, que argumentou que o vice-prefeito nunca assumiu o comando do Executivo municipal — requisito legal para aplicação das regras de cassação previstas em decreto federal. Mesmo com a suspensão do processo, a Câmara recebeu posteriormente da Polícia Federal uma Certidão de Movimentos Migratórios, que confirmou que Hidelbrando deixou o Brasil em 15 de setembro de 2025 e não havia registro de retorno até então. Com base nesse documento e na Lei Orgânica do Município, o Legislativo decidiu declarar a extinção e vacância do cargo. Entenda como funcionava esquema de corrupção no setor de mineração O que diz a Prefeitura de Itaúna "O Poder Executivo Municipal, diante dos últimos fatos veiculados por meio de redes sociais e outros canais de comunicação, vem a público esclarecer as medidas administrativas adotadas em relação à situação do Vice-Prefeito Municipal, Sr. Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto. De acordo com a apuração realizada, o Vice-Prefeito encontra-se ausente desde o dia 15 de setembro de 2025, sem a apresentação de comunicação oficial à Administração Pública sobre sua previsão de retorno. Essa ausência prolongada, como é público, impede o exercício regular das funções públicas que lhe são atribuídas por força do cargo eletivo que ocupa. Diante desse cenário, o Poder Executivo, em estrita observância aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, eficiência e transparência, conforme previsto no caput do art. 37 da Constituição Federal, adotou medida de caráter preventivo e cautelar, determinando a suspensão do pagamento do subsídio mensal ao Vice-Prefeito, até que sua situação funcional seja regularizada. Importa esclarecer que o pagamento de subsídio a agentes políticos pressupõe o efetivo exercício das funções públicas, conforme também decorre do princípio da contraprestação. Portanto, a ausência prolongada e não justificada do exercício do mandato configura motivação legítima, legal, respeitosa e preventiva para a suspensão do referido pagamento. A medida adotada produz efeitos a partir do dia 1º de outubro de 2025, data que ultrapassa o prazo legal para ausência não justificada do agente político, conforme dispõe o art. 80, § 3º, da Lei Orgânica do Município de Itaúna. Tal providência visa assegurar a correta aplicação dos recursos públicos e o cumprimento dos deveres funcionais por parte dos agentes políticos, em respeito à confiança da população e aos valores que regem a Administração Pública. Reforçamos também que se trata de um processo investigativo e que o Sr. Hidelbrando, como qualquer cidadão brasileiro, possui seu direito de defesa e contraditório, o que será respeitado por essa Administração. A atual gestão reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética pública e a transparência, e continuará atenta ao fiel cumprimento das normas constitucionais e administrativas." VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/01/16/sem-dar-expediente-ha-4-meses-vice-prefeito-investigado-por-corrupcao-perde-cargo-em-mg.ghtml


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