Renda média dos brasileiros atinge o maior valor em 14 anos, mas a desigualdade aumentou

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
A renda do brasileiro é a maior em catorze anos, mas desigualdade aumentou, segundo o IBGE O IBGE divulgou nesta sexta-feira (8) números da economia em 2025. O instituto anunciou que a renda média dos brasileiros atingiu o maior valor em 14 anos, mas os pesquisadores constataram que a desigualdade e a concentração de renda no Brasil também aumentaram. Crescimento. Essa é a palavra que mais se fala em uma empresa que vende insumos agrícolas em Rondonópolis, Mato Grosso. "Temos filiais em Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, e nós abrimos recentemente no Piauí. Então, tudo isso contribui para aumentar a nossa equipe de vendas, aumentar a nossa equipe técnica e, também, ter uma penetração melhor no Centro-Oeste”, diz Elói Prado, diretor de Ciência e Tecnologia. O agronegócio puxa a economia e gera empregos em vários outros setores, como comércio e serviços. E foi exatamente o Centro-Oeste a região do país onde houve o maior crescimento do total de rendimentos gerados pelo mercado de trabalho. A melhora também foi registrada nas outras regiões do país. O total somado do rendimento médio mensal recebido por todo tipo de trabalho passou dos R$ 361,5 bilhões, o maior valor da série histórica. Aumento de 7,5% em relação a 2024. Assim como o valor médio recebido por trabalhador – R$ 3.560, com crescimento de 5,7% na comparação com o ano anterior. O mercado de emprego – formal e informal – aquecido seguiu como a principal fonte de renda dos brasileiros. O economista Fernando de Holanda, da FGV Ibre, ressalta que apesar do baixo índice de desemprego e do aumento na renda, é preciso olhar para a qualidade desse mercado: “Em vez de a gente se especializar em áreas de serviços modernos que pagam melhor e geram mais valor agregado para a economia, a economia brasileira tem se especializado em serviços tradicionais que possuem menor valor agregado, menor produtividade e, com isso, salários mais baixos”. Quando o IBGE considera outras fontes de renda dos brasileiros, sem o mercado de trabalho na conta, as aposentadorias e pensões estão no topo da contribuição. E há um aumento lento – mas constante – no índice de pessoas que recebem esses recursos. Mais um sinal de que nossa população está envelhecendo. Renda média dos brasileiros atinge o maior valor em 14 anos, mas a desigualdade aumentou Jornal Nacional/ Reprodução Os programas de transferência de renda do governo se mantiveram praticamente estáveis de um ano para o outro. Somando os rendimentos dessas fontes com as do mercado de trabalho, a renda média mensal dos brasileiros também atingiu o maior valor da série histórica. "A gente conseguia ver vários estudos que a introdução do Bolsa Família, mesmo com valor relativamente baixo, fazia muita diferença. Agora, a gente está com Bolsa Família, que agora virou um programa mais caro, porque a gente transfere um volume de recursos muito maior, e agora a desigualdade não está caindo tanto”, afirma o economista Fernando Holanda. Apesar do crescimento na renda dos brasileiros, o IBGE mostra que o país tem um problema histórico: a concentração dessa renda. Olha esse dado: em 2025, os 10% da população com os ganhos mais altos receberam quase 14 vezes mais do que a fatia de 40% da população com os ganhos mais baixos. A cozinheira Guacira Barbosa teve aumento na renda, mas precisou se desdobrar entre faxinas e um pequeno buffet de festas que montou com as amigas: "Eu trabalho de diarista também, mas nem sempre tem. Através das festas, eu consegui reformar a minha cozinha, que era só no embolso. Eu coloquei um piso, estou ajeitando tudo direitinho", conta. Em 2024, a desigualdade havia registrado o menor índice da série e, em 2025, voltou a subir. É o que mostra o índice de Gini - quanto mais perto de 1, maior a desigualdade de renda. E o Centro-Oeste, exatamente onde os rendimentos mais cresceram, ficou pela primeira vez como região com maior concentração nos ganhos, superando o Nordeste. Laura Muller Machado, professora do Insper, explica que essa é a repetição de um modelo brasileiro e que o patamar de desigualdade do país permanece bastante alto: “Quando a gente cresce, nosso rendimento médio, nossa renda per capita aumenta, mas a desigualdade não modifica. Isso quer dizer que a gente está com essa riqueza, está distribuindo ela entre uma parte da sociedade brasileira. E a gente não está conseguindo compartilhar uma parte dessa riqueza gerada com os mais vulneráveis”, afirma. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Trabalho eleva renda do brasileiro e rendimento bate recorde de R$ 3.367 em 2025

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/08/renda-media-dos-brasileiros-atinge-o-maior-valor-em-14-anos-mas-a-desigualdade-aumentou.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Don't Let Me Down

The Beatles

top2
2. Epitaph

King Crimson

top3
3. Feeling Good

Nina Simone

top4
4. Somebody To Love

Queen

top5
5. Lady Laura

Roberto Carlos

Anunciantes