Reis das paródias do carnaval: influencers divertem milhões imitando musas e cenas icônicas da Sapucaí
01/02/2026
(Foto: Reprodução) Conheça os reis das paródias do carnaval
Nas redes sociais, influenciadores viraram atração ao recriar musas, ritmistas e desfiles históricos da Marquês de Sapucaí com muito humor, improviso e objetos que cabem na gaveta de casa.
O Apoteose do Samba, programa que mostra bastidores do carnaval carioca, convidou alguns desses artistas para a roda de samba.
Felipe Voigt, o Ruivo, e o marido, Daniel Simas, somaram quase 8 milhões de seguidores com vídeos em que imitam rainhas de bateria — e não poupam ninguém.
O ponto de partida veio de uma musa famosa. “Foi com a Lore Improta lá no início. A gente começou recriando ela, e depois foi uma musa atrás da outra”, contou Ruivo.
Nos vídeos de Ruivo, a edição intercala a imagem da musa sambando com a versão improvisada (e mordaz) dos influenciadores. Sandália vira fita, figurino nasce de papel e prendedor de saco, e o glamour do desfile ganha releitura bem-humorada. “Aqui é tudo material que você tem em casa”, explicou Ruivo.
O samba-enredo também aparece em versão alternativa. Daniel Simas assume o papel de ritmista com instrumentos improvisados. “Olha o sonzão que eu tiro aqui”, brincou, segurando um bastão com rolos de fita-crepe.
Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela, foi “homenageada” ao vivo. Ela disse que acompanha de perto o trabalho dos influenciadores. “Eu sigo, compartilho, comento. Eu amo, acho maravilhoso. A comédia, o amor, o encantamento, desconstruir um pouquinho o samba”, afirmou.
Primeira paródia de Ruivo foi sobre Lore Improta
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Ruivo imitou Bianca Monteiro, rainha da Portela
Reprodução/TV Globo
Desfile recriado no quintal
Outro grupo que ganhou destaque é formado por Vanderson Firmiano, Arilson Catanhede e Paulo César Oliveira, que recriam cenas icônicas do carnaval — com direito a “carro alegórico”.
Nos vídeos, o trio coloca a filmagem original ladeada pela paródia, com dublagem impecável e capricho na reconstituição.
Segundo Vanderson, tudo começou sem grandes pretensões. “Foi uma brincadeira, um churrasco de piscina. A gente filmou, colocou na internet e viralizou.”
Os vídeos mais elaborados dão trabalho. “Os clipes não oficiais são os que mais exigem, porque têm várias trocas de roupa e situações”, disse Arilson. “Mas a gente faz com muita alegria.”
No grupo, Paulo César chama atenção pelo papel fixo. “Eu sou a alegoria. Alegoria humana. Todo mundo me conhece assim”, contou. Cabe a ele ficar imóvel, ou quase, já que o carro balança naturalmente. E vem cheio de adereços.
Além das visualizações, o retorno do público é o que mais motiva os criadores. “Eu fico muito feliz que a gente não tem hater. É sempre gente dizendo: ‘Vocês me fazem feliz, animaram o meu dia’”, afirmou Arilson.
Arilson, Paulo e Vanderson: trio recria desfiles até com 'alegorias'
Reprodução/TV Globo