Ministro Gilmar Mendes, do STF, anula quebra de sigilo do fundo que comprou parte do resort ligado a Dias Toffoli

  • 19/03/2026
(Foto: Reprodução)
Gilmar anula quebra de sigilo do fundo que comprou parte do resort ligado a Dias Toffoli O ministro do Supremo Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo do fundo que comprou parte do resort ligado ao ministro Dias Toffoli. O fundo de investimento Arleen comprou de dois irmãos do ministro Dias Toffoli, em 2021, parte das cotas que eles tinham em um resort no Paraná, o Tayayá. O fundo Arleen pagou R$ 3,1 milhões na operação, segundo a Junta Comercial do Paraná. As cotas estavam em nome da empresa Maridit, que pertence à família de Toffoli. O fundo Arleen, por sua vez, era administrado pela Reag Investimentos. A Polícia Federal investiga a Reag e o Banco Master. Segundo o BC, as duas instituições montaram um esquema de operações combinadas para inflar o patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro. O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025 e a Reag, em janeiro de 2026. Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master depois de admitir ser sócio da empresa que vendeu participação no resort para fundos ligados a Vorcaro. Toffoli afirmou que não atuava na administração da empresa da família e rejeitou qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro. Os integrantes da CPI do Crime Organizado aprovaram a quebra de sigilo fiscal e bancário do fundo Arleen em bloco - que é quando os parlamentares analisam vários requerimentos de forma conjunta. Foi nesse ponto que o ministro Gilmar Mendes baseou sua decisão de anular a quebra de sigilo. O ministro afirmou que a quebra de sigilo é uma medida excepcional e que precisa ser analisada separadamente, e anulou a quebra de sigilo aprovada pela comissão. “Diante da gravidade de que se reveste o requerimento de quebra de sigilo, a Constituição demanda, ainda segundo aquela decisão, análise fundamentada de cada caso, com debate e deliberação motivada, de modo que a aprovação de atos de tal natureza não pode ocorrer em bloco nem de forma simbólica”, escreveu o ministro. No fim de fevereiro, Gilmar Mendes havia anulado a quebra de sigilo da Maridit, empresa da família de Toffoli. O ministro alegou que a decisão da CPMI configurou desvio de finalidade, que não estava ligada ao objetivo de investigação da comissão. O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, do PT, declarou nesta quinta-feira (19) que decisões dessa natureza inviabilizam e esvaziam o poder investigatório do Parlamento; que vai recorrer da decisão e que a comissão não se curvará a qualquer tentativa de obstrução. Ministro Gilmar Mendes, do STF, anula quebra de sigilo do fundo que comprou parte do resort ligado a Dias Toffoli Jornal Nacional/ Reprodução CPMI do INSS Nesta quinta-feira (19), a CPI mista do INSS convidou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-presidente Roberto Campos Neto para prestar depoimento. Como não são convocações, a presença deles não é obrigatória. A CPMI apura irregularidades em créditos consignados concedidos por instituições financeiras - entre elas, o Master - a aposentados e pensionistas. Os depoimentos de Galípolo e Campos Neto só devem ser marcados se os trabalhos da comissão forem prorrogados. O prazo termina na semana que vem. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do Podemos, pediu ao Supremo a prorrogação porque também não teve resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil. A decisão, no Supremo, cabe ao ministro André Mendonça. O próprio presidente da CPMI terá de apresentar explicações ao STF. Neste caso, sobre emendas parlamentares de autoria dele. O ministro Flávio Dino deu cinco dias úteis para que Carlos Viana e o Senado esclareçam supostas irregularidades no envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, era pastor de uma das unidades da Igreja Batista da Lagoinha. Segundo as investigações da PF, Zettel era o responsável por intermediar e operar pagamentos para a organização criminosa chefiada por Daniel Vorcaro. Os dois estão presos. O senador Carlos Viana negou irregularidades nos repasses. LEIA TAMBÉM Gilmar Mendes anula quebra de sigilo do fundo Arleen, que comprou participação em resort ligado a Toffoli Rota do dinheiro: entenda a triangulação entre fundos, resort e empresa da família Toffoli

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/19/ministro-gilmar-mendes-do-stf-anula-quebra-de-sigilo-do-fundo-que-comprou-parte-do-resort-ligado-a-dias-toffoli.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Don't Let Me Down

The Beatles

top2
2. Epitaph

King Crimson

top3
3. Feeling Good

Nina Simone

top4
4. Somebody To Love

Queen

top5
5. Lady Laura

Roberto Carlos

Anunciantes