Justiça mantém condenação de pastores por morte de Lucas Terra

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça mantém condenação de pastores por morte de Lucas Terra A Justiça da Bahia manteve a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva pela morte do adolescente Lucas Terra. A decisão foi tomada de forma unânime por três desembargadores, durante audiência realizada nesta quinta-feira (5), em Salvador. O caso aconteceu em março de 2001. A vítima tinha 14 anos, quando foi estuprada, queimada viva e teve o corpo abandonado em um terreno baldio da capital baiana. A condenação saiu 22 anos depois, durante júri realizado em abril de 2023. Apesar de condenados a 21 anos de prisão em regime fechado pelo crime, os pastores estavam em liberdade, enquanto aguardavam recurso. E ainda existe prazo para que a defesa apresente embargos ou outros recursos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Mesmo assim, a legislação permite que seja requerida a execução da pena diante da decisão desta quinta-feira. Em contato com o g1, a família informou que formalizará o pedido para que os homens sejam presos. "Mesmo que tardiamente a justiça está quase chegando. o TJ-BA não poderia tomar outra decisão que não fosse a confirmação da condenação. Estamos felizes, porém ainda falta uma última etapa: que é ver os assassinos condenados atrás das grades de uma prisão! Só assim o ciclo de impunidade será extinto", disse o irmão de Lucas Terra, José Carlos Terra Júnior. ENTENDA O CASO: Lucas foi morto em Salvador e acusados são julgados 22 anos depois CRONOLOGIA: veja ponto a ponto do caso Lucas Terra A mãe de Lucas, Marion Terra, também comemorou o resultado nas redes sociais, ao anunciar a decisão da Justiça para os seguidores que fez ao longo da busca por justiça pelo filho. "No júri eu cantei: 'Tu é fiel, Senhor'. E eu quero dizer mais uma vez: 'Tu é fiel, Senhor'. Eu estou muito feliz. A gente esperou até o final e a resposta do céu veio. Nós vencemos!", disse, emocionada. O g1 tentou, mas não conseguiu contato com a defesa dos pastores, até a última atualização desta reportagem. Lucas Terra tinha 14 anos quando foi abusado sexualmente e queimado vivo Reprodução/TV Bahia Relembre júri O júri dos pastores durou dois dias: uma audiência aconteceu no dia 25 de abril de 2023 e a outra dois dias depois. Na segunda data, a juíza Andréia Sarmento anunciou a sentença já às 21h30. A pena inicial foi de 18 anos, mas teve três agravantes: o motivo torpe, o emprego do meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima. No primeiro dia do júri, cinco testemunhas de acusação e uma de defesa foram ouvidas. Segundo um dos advogados de acusação, Jorge Fonseca, a testemunha de defesa apresentou contradição na fala. Por isso, os advogados de acusação pediram acareação, ou seja, que a testemunha prestasse depoimento novamente. "Verificamos inconsistências nos depoimentos de algumas testemunhas com o dele, então a acareação serve para pôr em cheque e esclarecer o depoimento", explicou o advogado Jorge Fonseca. Caso Lucas Terra: família comemora resultado do julgamento após 22 anos de espera Entre as testemunhas de acusação ouvidas no primeiro dia, estava a mãe da vítima, Marion Terra, que se emocionou bastante durante o depoimento. Marion não pôde participar do segundo dia do júri. Além de Marion, outras testemunhas deram seus depoimentos. Uma das testemunhas afirmou que viu Lucas na noite em que ele desapareceu, na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), no bairro da Santa Cruz, e recebeu da vítima a informação de que ele estaria com Silvio Galiza. Outra testemunha disse que recebeu orientação de um pastor da IURD para suspender as buscas por Lucas Terra, que eram feitas por familiares e amigos, de modo independente. No segundo dia do júri, que durou cerca de 10 horas, as esposas dos dois pastores testemunharam a favor dos réus. A advogada de acusação, Tuany Sande, disse que foram encontradas contradições no depoimento da companheira do pastor Fernando Aparecido da Silva: as contradições foram identificadas quando a esposa de Fernando Aparecido da Silva teria dito que havia encontrado com Lucas Terra em Copacabana, no Rio de Janeiro; entretanto, nos autos do processo, constam que ela não se lembrava se já tinha tido contato com o adolescente. Lucas Terra Reprodução/TV Bahia Nove das 10 testemunhas de acusação foram ouvidas - uma delas já havia prestado depoimento no primeiro dia. A defesa dos réus focou em demonstrar como era a rotina dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido na semana que Lucas desapareceu e foi encontrado morto. As esposas dos dois religiosos contaram que estavam com os réus no dia em que Lucas teria desaparecido, na noite de 21 de março de 2001. Além disso, um bispo e dois pastores da Igreja Universal foram ouvidos e contaram que Lucas era um jovem dedicado a religião e que os fiéis da igreja se comprometerem a procurar por ele após o desaparecimento. LEIA MAIS: Mãe de Lucas Terra celebra júri, mas desabafa: 'não é uma vitória, porque passou muito tempo' Antes de morrer, pai de garoto escreveu livro e rodou o mundo em busca de Justiça Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/03/05/decisao-lucas-terra.ghtml


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