Faculdade de Medicina do ABC busca voluntárias para pesquisa de rastreamento de câncer de mama por exame de sangue; veja como participar
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Tecnologia permite de rastreio do câncer de mama pelo exame de sangue.
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A Faculdade de Medicina do ABC abriu inscrições para mulheres interessadas em participar de uma pesquisa de rastreamento de câncer de mama por meio de um exame de sangue. O estudo busca voluntárias entre 30 e 80 anos, sem histórico da doença, para a fase final de testes do chamado "Rosalind Test", desenvolvido por pesquisadores da instituição em São Paulo.
As interessadas devem preencher um formulário online e aguardar contato da equipe de pesquisa. O cadastro pode ser feito neste link.
No formulário, as voluntárias precisam informar dados básicos, como nome completo e data de nascimento, além de responder a perguntas sobre o histórico de saúde, como se já realizaram exame de mamografia e se já receberam diagnóstico de câncer de mama.
O exame funciona como um teste de sangue comum, mas é capaz de identificar sinais relacionados ao câncer de mama. O projeto começou há mais de dez anos, inicialmente como uma pesquisa de mestrado da Faculdade de Medicina do ABC, e atualmente apresenta precisão superior a 90%, segundo os pesquisadores.
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Mais de 1,4 mil mulheres já participaram das etapas anteriores do estudo. Agora, a pesquisa entra na chamada fase de “vida real”, em que o teste passa a ser aplicado em larga escala e em mulheres com diferentes perfis. A expectativa é incluir mais 5 mil voluntárias até o fim deste ano.
Segundo a equipe responsável pelo estudo, o novo exame pode ajudar justamente na detecção precoce da doença. Uma das participantes da pesquisa, identificada apenas como Carol, fez o teste em 2024, aos 36 anos, e recebeu um sinal de alerta que levou à investigação médica.
A expectativa dos pesquisadores é que o exame esteja disponível para a população entre o fim de 2027 e o começo de 2028.
O câncer de mama é um dos tipos da doença que mais matam mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 20 mil brasileiras morrem todos os anos em decorrência da doença.
Um dos desafios apontados pelos especialistas é o diagnóstico tardio. Atualmente, o rastreamento com mamografia pelo SUS é indicado principalmente para mulheres entre 50 e 69 anos. O Ministério da Saúde começou a ampliar o acesso para mulheres a partir dos 40 anos, mediante avaliação médica, mas os pesquisadores alertam que os casos têm aparecido cada vez mais cedo.
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