Em Juiz de Fora, bombeiros e voluntários trabalham em busca de sobreviventes e desaparecidos

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Em Juiz de Fora, bombeiros e voluntários trabalham em busca de sobreviventes e desaparecidos Jornal Nacional/ Reprodução No bairro Paineiras, em Juiz de Fora, bombeiros, voluntários e Defesa Civil, desde segunda-feira (23), procuram por dois irmãos desaparecidos - um menino e uma menina. A equipe do Jornal Nacional acompanhou esse drama, esse trabalho todo, essa luta para encontrar essas duas crianças no meio dos escombros. O céu desabou de novo logo depois do Jornal Nacional de quarta-feira (25). Era tanta água, barro e lama descendo do morro que os socorristas se apressaram para retirar mais moradores. As pessoas iam saindo incrédulas, tomadas pelo desespero. Com a trégua da chuva a partir da madrugada, foram encontrados mais quatro corpos nesta quinta-feira (26) no Jardim Burnier: uma criança e três adultos. A aposentada Adriana Reis resiste. Ela espera por notícias da neta de 9 anos que sumiu no desabamento de uma casa: “Enquanto não encontrar, eu não saio daqui não. E está sendo difícil, muito difícil, porque vai para três dias e não consegue encontrar o corpo dela”. E não é por falta de vontade. Menos ainda dedicação. Voluntários se revezam no esforço braçal no bairro Paineiras, retirando o entulho dos escombros, dia e noite, sem parar. O escadão é íngreme e dá uma ideia do estrago lá em cima. Rian Reis está nesse esforço coletivo para encontrar um casal de irmãos, primos dele. Um menino e uma menina, a neta da Adriana. “Isso daqui é união. A minha família é muito unida. Até as pessoas que são amigos, que nem conhecem a gente, vieram aqui para ajudar. Estamos todos em um só grupo, em uma só força”, diz Rian Reis, parente de desaparecidos. Não sobrou quase nada de uma casa. Dá para ver que uma árvore gigantesca desceu do morro. Tem um tronco atravessado entre duas casas. É até difícil conseguir entender o que tinha de fato lá. "Você vê os bombeiros fazendo um reforço na estrutura da parede para tentar evitar que desabe mais. É em uma área totalmente destruída que eles estão procurando ainda por dois irmãos, duas crianças: um menino e uma menina. Você sente toda a tensão, um aperto no peito de quem trabalha aqui. É como se o ar ficasse mais difícil de respirar. A gente sobe um pouco mais e consegue ver a água descendo - sem parar - lá de cima. A destruição vista daqui é ainda mais impactante”, conta César Tralli. Em Juiz de Fora, bombeiros e voluntários trabalham em busca de sobreviventes e desaparecidos Jornal Nacional/ Reprodução O trabalho da voluntária Raissa Prudêncio é proteger as equipes de resgate. Ela não tira os olhos das pedras e do morro. César Tralli: Qualquer movimentação você emite o alerta. É isso, Raissa? Raissa Prudêncio: Eu faço barulho no apito para o pessoal descer, evacuar a área aqui. César Tralli: Você está direto aqui só para isso? Raissa Prudêncio: Isto mesmo, só de olho. “Um trabalho que pode parecer monótono, mas é um dos mais importantes: olhar, todo momento, para aquele talude e, no menor indício de movimento de terra, apitar e alertar para que todos saiam por uma rota de segurança e não sejam atingidos", diz Henrique Barcellos, tenente do Corpo de Bombeiros/ MG. E assim cada um vai dando o melhor de si. O Frederico Gonçalves largou o trabalho e foi se juntar aos voluntários. Três dias de batalha. E, de vez em quando, uma pausa para aliviar tanto sofrimento à sua volta. Frederico Gonçalves: A gente quando vê à distância, a gente acha que não vai acontecer com a gente, próximo da gente. César Tralli: Não tem como não dividir essa dor, né? Frederico Gonçalves: Nunca. Não tem jeito. César Tralli: O que você está fazendo é um exemplo de vida para todos nós. Parabéns mesmo. Segura firme aí. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Enxurrada invade hospitais de Juiz de Fora 'Vi minha cachorrinha passar e não consegui fazer nada', lamenta mulher que passou abraçada por 3h em poste para se salvar de enxurrada em Ubá Idosa tem 17 parentes entre mortos e desaparecidos após tragédia da chuva em Juiz de Fora: ‘Tenho que ser forte’ Perda de mãe e filha, morador que soube da tragédia por foto e soterrada por 15 horas: veja os relatos dos sobreviventes da tragédia em MG

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/26/em-juiz-de-fora-bombeiros-e-voluntarios-trabalham-em-busca-de-sobreviventes-e-desaparecidos.ghtml


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