Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master; 160 mil clientes investiram quase R$ 5 bilhões no Banco Pleno

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
Banco Central liquida Banco Pleno, que já integrou o Grupo Master O Banco Central do Brasil determinou nesta quarta-feira (18) a liquidação do Banco Pleno, que já integrou o Grupo Master. Este é o quarto processo de liquidação desde novembro de 2025, quando a crise do Master se tornou pública. O Banco Central tomou a decisão durante o feriado de carnaval e anunciou nesta quarta-feira (18), antes da abertura do mercado financeiro. Além da liquidação do Banco Pleno, o BC também liquidou a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Segundo o Banco Central, a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez. Ou seja, o BC avaliou que o Grupo Pleno perdeu a capacidade de honrar compromissos do dia a dia - como saques de clientes, por exemplo. O Pleno operava com o nome de Voiter e fazia parte do conglomerado Master at. junho de 2025. Depois, foi vendido para Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, e virou o Banco Pleno. Segundo o BC, o Pleno tinha uma participação pequena no sistema financeiro: 0,05% do total de capitações. Em novembro de 2025, quando o Master foi liquidado, a Polícia Federal fez uma operação contra esquemas de fraudes financeiras, e Augusto Lima chegou a ser preso juntamente com Daniel Vorcaro. Os dois foram soltos e passaram a usar tornozeleira eletrônica. Com a liquidação, o Banco Pleno deixa de operar, e o Banco Central nomeia um liquidante - responsável por elaborar uma lista de credores, pessoas e empresas que tinham investimentos no banco, por exemplo. Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master Jornal Nacional/ Reprodução São cerca de 160 mil clientes. Quem tinha até R$ 250 mil, vai ser ressarcido pelo Fundo Garantidor de Créditos, custeado por instituições financeiras para ressarcir clientes em situações como esta. Com os credores do Banco Pleno, o FGC deve desembolsar quase R$ 5 bilhões. No caso do Master, o ressarcimento está saindo por mais de R$ 40 bilhões — R$ 37 já foram pagos. E os clientes do Will Bank, o banco digital do Master, liquidado em janeiro, devem levar mais R$ 6 bilhões. No total, o valor gasto pelo FGC em meio ao escândalo do Master pode passar de R$ 51 bilhões. O Banco de Brasília, investigado no inquérito da Polícia Federal sobre a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master, enfrenta a necessidade de recompor o capital do banco para seguir operando. As reuniões com o Banco Central têm sido semanais. A defesa do ex-dirigente do BRB Paulo Henrique Costa - que estava à frente da instituição durante as negociações com o Master - disse nesta quarta-feira (18) que ele se ofereceu para prestar um novo depoimento à Polícia Federal, mas negou que isso faça parte de um acordo de delação. A defesa de Augusto Lima não quis se manifestar. LEIA TAMBÉM Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio de Daniel Vorcaro Liquidações dos bancos Master, Will Bank e Pleno devem deixar rombo de R$ 51,8 bilhões no FGC

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/18/banco-central-liquida-mais-uma-instituicao-que-pertencia-ao-grupo-master-160-mil-clientes-investiram-quase-r-5-bilhoes-no-banco-pleno.ghtml


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