Ameaçado de extinção: Nascimento de filhote de bicudo em MG traz esperança para pesquisadores
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Bicudo dentro do ninho
IEF/Divulgação
O nascimento de um filhote de Sporophila maximiliani, popularmente conhecido como bicudo, em vida livre no Norte de Minas Gerais trouxe esperança para os pesquisadores que trabalham com o objetivo de conservar a ave, que, de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), é classificada como “criticamente ameaçada de extinção”.
De acordo com o IEF, o filhote, que nasceu em fevereiro deste ano na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Porto Cajueiro, em Januária, é fruto do trabalho de pesquisadores, organizações da sociedade civil, instituições públicas e parceiros privados que atuam em prol do Projeto Bicudo. A iniciativa é executada pela Associação Angá.
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Biólogo e coordenador técnico do Projeto Bicudo, Gustavo Bernardino Malacco da Silva, disse que o filhote representa um marco no processo de recuperação da espécie.
“O registro desse filhote em vida livre, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Porto Cajueiro, é resultado de anos de trabalho com manejo, soltura e monitoramento dos indivíduos reintroduzidos. Esse nascimento mostra que os animais estão conseguindo se adaptar ao ambiente e iniciar processos reprodutivos naturais, o que é fundamental para a recuperação do bicudo na natureza.”
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De acordo com o IEF, o pássaro é visado no comércio ilegal de aves por conta da sua raridade na natureza e de seu canto. O instituto informou que o “bicudo sofreu forte declínio populacional nas últimas décadas, principalmente devido à perda de habitat e ao tráfico de animais silvestres”.
O instituto forneceu ao Projeto Bicudo animais que passaram pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Patos de Minas, além de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, que tiveram início em 2021.
Atualmente, a iniciativa faz o monitoramento e a soltura dos animais de acordo com a legislação estabelecida para programas voltados à reintrodução da fauna.
“Hoje, a espécie é classificada como Criticamente Ameaçada de Extinção e depende de ambientes naturais preservados para completar etapas essenciais do seu ciclo de vida, como formação de pares, construção de ninhos e criação de filhotes”, afirmou o IEF.
Foto mostra bicudo em galho
IEF/Divulgação
O nascimento do filhote em vida livre é visto pelo instituto como um “sinal positivo da efetividade das ações de conservação e da adaptação dos indivíduos reintroduzidos ao ambiente silvestre”, além de evidenciar a importância das parcerias em prol da conservação ambiental.
Sobre a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Porto Cajueiro, o IEF explicou que o local é estratégico para a preservação e proteção de espécies ameaçadas, já que as aves encontram abrigo, alimento e condições para a construção de ninhos nesse ambiente.
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